VOLTAGEM
Direção de arte e identidade para uma marca de moda construída como energia elétrica. Estética de câmera VHS (grão, timecode e um REC que não apaga) transforma a loja numa fita que você rebobina: cada peça é uma cena, comprar é CARREGA e nada fica parado.

Crua na fita, elétrica na rua.
Toda decisão passou por essa tese. A interface não é uma loja, é uma câmera: grão de VHS, aberração cromática, timecode correndo e um REC que nunca apaga. A energia não está só nas cores berrantes: está no fato de que nada fica parado. A tese é combater a estática: moda costuma se apresentar como foto congelada; VOLTAGEM se apresenta como fita rodando.

LIGA NO MÁXIMO. SEM FREIO. SE PAROU, DESCARREGOU.
O nome é literal e físico: voltagem é tensão elétrica, a medida da carga. Carrega dupla leitura: a energia que move a rua e o barulho de quem está “na alta tensão”. Em português, direto, sem tradução nem pretensão internacional.

Cada seção traduz a tese em interação
abre gritando. O logotipo em alta tensão sobre a faixa verde-limão, um REC piscando e o timecode correndo: você entra no meio de uma gravação que já estava rolando.

VOLTAGEM fecha uma trinca autoral construída para provar uma coisa
direção de arte é range, não estilo. Depois de uma marca que sussurra e de outra que vigia, esta grita, e as três nascem da mesma mão, do conceito ao código. Saber quando conter e quando estourar, e executar os dois com o mesmo cuidado, é o que separa direção de arte de gosto pessoal.